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Quais são as línguas de trabalho de um intérprete de conferência?

Written by AP | PORTUGAL | 14/mar/2019 12:09:34

No universo dos serviços de tradução, há uma diferença entre entender e falar uma língua e esse pormenor está na base da forma como os intérpretes classificam as suas línguas de trabalho.

Para além de falar a sua língua materna na perfeição, os intérpretes de conferência entendem plenamente uma ou mais línguas distintas e a cultura que está por detrás delas. Mas, é natural, podem não falar todas essas línguas igualmente bem.

Se mesmo na sua língua materna, por vezes, as pessoas têm a sensação de que "não conseguem encontrar a palavra certa" para se exprimirem, numa língua estrangeira essa mesma sensação pode revelar-se mais vezes. Para um intérprete é, obviamente, essencial conseguir "encontrar a palavra certa" em qualquer circunstância, mesmo que esteja a trabalhar em situações de stress.

 

 

Como classificar as línguas de trabalho?

Os intérpretes devem conseguir transpor uma mensagem de uma língua para outra muito rapidamente, sobretudo na interpretação simultânea. Ou seja, devem entender rapidamente, pensar rapidamente e falar fluentemente.

 

Já o dissemos, os intérpretes conseguem expressar-se melhor e mais fluentemente em algumas línguas do que em outras, daí fazer-se uma distinção. A saber:

  • As línguas que falam fluentemente são chamadas as suas línguas ativas.
  • Aquelas que entendem perfeitamente, mas não falam de forma tão fluente, chamam-se as suas línguas passivas.

As línguas de trabalho dos intérpretes são classificadas em três categorias - A, B, C:

 

 
  • A língua A é a língua materna do intérprete (ou o seu equivalente) para a qual trabalham a partir de todas as suas outras línguas de trabalho, em interpretação consecutiva e simultânea. É a língua que falam melhor e na qual conseguem expressar facilmente até ideias complicadas. É assim uma língua ativa para o intérprete.
  • Uma língua B é uma língua na qual o intérprete é perfeitamente fluente, mas não é a sua língua materna. Um intérprete pode trabalhar para esta língua de uma ou várias das suas outras línguas de trabalho, mas pode preferir fazê-lo só num modo de interpretação, mais frequentemente em "consecutiva" porque não é tão rápida. Também é considerada uma língua ativa para o intérprete.
  • Uma língua C é uma língua que o intérprete entende perfeitamente, mas para a qual não trabalha. Interpretam a partir desta(s) língua(s) para as suas línguas ativas. Logo, é uma língua passiva para o intérprete.

 

 

Aplicar a um contexto de conferência

Uma conferência ou reunião individual tem as suas próprias línguas ativas e passivas. As línguas faladas pelos participantes serão as línguas ativas da conferência e as que ouvem através dos intérpretes serão as línguas passivas da conferência.

Por isso, se estiver a organizar uma conferência com intérpretes, vão-lhe perguntar quais são as línguas ativas e passivas da conferência, ou seja, que línguas provavelmente serão faladas pelos participantes e quais vão precisar de ser interpretadas para uma ou várias outras línguas para os outros participantes ouvirem.

A equipa de intérpretes será organizada para que as suas línguas de trabalho correspondam aos seus requisitos. Isto pode ser complicado, especialmente se houver várias línguas envolvidas, por isso é melhor pedir ajuda a um intérprete consultor.

 

QUEM SOMOS

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